Sobre proteção solar, maquiagem com FPS e misturinhas com o protetor

Faz uns dias vi um post onde a blogueira dizia ter testado um BB cream e não gostado do resultado, decidindo então fazer seu próprio creme multifuncional misturando protetor solar, base e primer. Dizia que ficou ótimo, pois oferecia “pele sequinha e protegida, com uma corzinha e poros comportados”. Foi utilizado Minesol Oil Control FPS 30, uma base e o Porefessional.

Pode até ter ficado com o acabamento bom e ser prático, porém, a proteção ficou de alguma forma comprometida. Confesso que já cometi no passado o erro de fazer misturinha com o protetor usando base, mas depois de pesquisar melhor sobre o assunto, não acho que seja uma idéia tão boa. O porquê eu explicarei mais à frente, antes vou deixar algumas informações sobre protetores que eu acho interessante e também importantes para embasar a resposta.

Bob Esponja e Patrick ensinando o que acontece com quem
não se protege da radiação solar.

Como é medido o FPS? O que tal valor indica?

A maioria das pessoas sabe apenas que o FPS (Fator de Proteção Solar) é uma medida da proteção oferecida e que quanto maior o seu valor maior é a proteção, porém, não sabe dizer especificamente o que ele indica e de onde vem. Às vezes, até dermatologistas aparecem por aí nos meios de comunicação fornecendo informações inacuradas a respeito.

Para definir o que seria o FPS, vamor dar uma olhada no modo como ele é calculado para poder aparecer na embalagem. O FPS final de um produto é calculado a partir da média númerica dos valores de FPS obtidos individualmente em cada voluntário do teste. Chamaremos esse valor de FPSi, o qual pode ser calculado da seguinte maneira:

 

onde DME é a “Dose Mínima Eritematosa”. Segundo a resolução da Anvisa que regula protetores solares:

DME: dose mínima de radiação ultravioleta requerida para produzir a primeira reação eritematosa perceptível com bordas claramente definidas, observadas entre 16 e 24 horas após a exposição à radiação ultravioleta, de acordo com a metodologia adotada.

A saber, eritema seria aquela vermelhidão por queimadura solar. De um modo beeeeeem simplicado, o teste para se obter o DME seria o seguinte:

  1. Aplica-se o protetor solar no voluntário, respeitando a quantidade de 2 mg/cm².
  2. Aguarda-se um intervalo de 15-30 minutos.
  3. Aplica-se a radiação no voluntário, variando-se a quantidade de radiação em pontos diferentes.
  4. Após um período de 16-24 h, identifica-se o ponto que apresentou eritema e que recebeu a menor dose de radiação, sendo esta dose considerada a DME.

Para a DME sem protetor, pula-se as etapas 1 e 2.

Digo modo simplificado porque o procedimento é bem rigoroso e há várias particularidades a serem levadas em conta no teste, como o fototipo dos participantes (I, II ou III), limites do espectro da fonte de radiação artificial a ser utilizada, intensidade da radiação e modo de aplicação, rigor na pesagem e aplicação, região a ser escolhida para aplicação do teste, etc. Quem tiver interesse em detalhes, pode consultar o International Sun Protection Factor (SPF) Test Method, um dos dois testes aceitos no Brasil (o outro é o do FDA).

No caso da proteção contra radiação UV-A (aquela que não é indicada na embalagem mas que pela regulamentação deve ser de no mínimo 1/3 do FPS oferecido contra UV-B), ao invés de eritema se mede o bronzeamento da pele. Os procedimentos e parâmetros do teste variam com relação ao teste do UV-B, mas o cálculo é parecido, sendo utilizada a “dose mínima pigmentária” no lugar da DME.

Vemos então que o FPS é um indicativo da proteção que o produto fornece baseando-se na quantidade de radiação necessária para que a pele da pessoa apresente eritema se comparado à exposição sem protetor. Como uma maneira de variar a quantidade de radiação é manter sua intensidade constante e variar o tempo de exposição em cada ponto (o que na prática resultaria numa relação de tempo), surgiu a idéia de que o FPS indicaria o tempo de exposição a mais que você estaria protegido de eritema. Seria algo como: se eu levo 10 minutos para me queinar no sol, usando um FPS 30 eu demoraria 30 vezes esse tempo para me queimar, vulgo, estaria protegida por 5 h (300 min) antes de ficar vermelha. Porém, como na vida real a intensidade da radiação não é constante ao longo do dia, tal conceito de tempo acaba não sendo muito acurado.

Enfim, desta descrição simplificada, é possível pegar dois pontos interessantes:

1) O valor do FPS informado na embalagem é vinculado à aplicação de 2 mg/cm²

Logicamente, aplicar uma quantidade menor de protetor leva a uma proteção menor, porém as pessoas não têm idéia de como essa redução afeta a proteção. Na tabela abaixo, pode-se observar os valores de FPS reais medidos variando-se a quantidade de produto aplicada e o fator de proteção mencionado na embalagem. Segue também um gráfico utilizando os dados da tabela.

Relação entre a quantidade de protetor solar e FPS real.
 

Como podem ver, a relação entre FPS e quantidade de produto não é linear, está mais para exponencial. Se eu tiver um produto com FPS 15, não é dobrando a quantidade de produto que eu automaticamente obtenho FPS 30.

Em vários lugares é divulgada a informação de que não vale a pena gastar dinheiro com protetor que tenha FPS acima de 30 porque é praticamente a mesma coisa, de onde veio isso? Tal informação leva em conta a quantidade de radiação filtrada por cada FPS, que seria calculada da seguinte forma:

 
 

No gráfico abaixo dá para visualizar essa baixa variação para FPSs acima de 30.

Usando os dados da tabela anterior, fiz os cálculos da porcentagem de radiação filtrada e montei outra tabela para dar uma perspectiva um pouco diferente:

Radiação filtrada de acordo com a quantidade de protetor aplicado.

Alguns dermatologistas dizem que a proteção dos FPS acima de 30 é igual e só muda o tempo de proteção, o que para mim nunca fez muito sentido, afinal, se um fator de proteção deixa passar mais radiação do que outro, para mim é bem claro que este está protegendo menos. Já vimos que essa definição do FPS como relação de tempo não é muito precisa mas, supondo que fosse, esse papo de “a proteção é igual, só muda o tempo” só valeria se você considerasse que a única coisa de que o protetor está te protegendo é de ficar vermelho, o que eu particularmente acho um conceito BEM limitado de proteção. Sem falar que também dá margem a interpretações do tipo “se eu me queimo em 10 minutos, com um protetor de FPS 50 eu posso ficar mais de 8 horas (500 minutos) protegido e não preciso reaplicar protetor nenhuma vez”, o que não é verdade.

O que seriam os 2 mg/cm²? Existem uns métodos trabalhosos envolvendo cálculos como este mostrado no Future Derm (odiei ele ter feito o desfavor de converter as unidades do sistema internacional de unidades para o maldito sistema americano/inglês), onde se chega à conclusão de que seria 1/4 de colher de chá para o rosto (sem orelhas ou pescoço). Na verdade, varia de acordo com a densidade de cada produto, mas o que eu sempre vejo sendo recomendado como uma maneira prática de dosagem seria 1 colher de café para o rosto e 1 de chá para o rosto/pescoço/orelha.

A maioria das pessoas não chega nem perto dos 2 mg/cm², sendo esta a razão para que a recomendação do FPS mínimo indicado pelos dermatologistas tenha passado de 15 para 30. Neste mesmo estudo de onde foram retirados os dados da tabela, encontrou-se que a maioria das pessoas na praia usavam apenas 0,5 mg/cm² de protetor solar. Essa quantidade, além de não proteger, é perigosa por gerar a falsa sensação de que a pessoa está protegida e esta tender a abusar do sol. Uma conseqüência interessante foi observada no estudo: mais pessoas do grupo que passou protetor solar relatou eritemas no dia seguinte (42%) do que no grupo sem protetor (34%).

Em outro estudo mais recente (de 2010, o Pedro fez um post a respeito), também chegou-se à mesma conclusão de que as pessoas não estavam se protegendo direito e foi sugerido um outro método prático para se atingir a camada ideal de proteção: aplicar o protetor duas vezes, usando em cada uma delas a mesma quantidade que a pessoa já estava acostumada a passar.

2) É necessário um intervalo de espera entre a aplicação e a medição do FPS.

Assim como no teste, muitas embalagens de protetores vêm com a recomendação de que o produto deve ser aplicado 15-30 minutos antes da exposição. O que acontece nesse período é que parte dos componentes do protetor solar é absorvida pela pele, outra parte evapora e os ativos protetores continuam lá. A conseqüência direta disso é o aumento da concentração de ativos protetores na camada final sobre a pele. Fiz um esqueminha simplificado nas figuras abaixo que talvez ajude a visualizar isso.

Camada inicial do protetor solar sobre a pele, imediatamente após a aplicação.

Camada final de protetor solar, após evaporação de voláteis e absorção.

Note que após esse período de espera há um menor espaçamento entre os ativos, formando-se uma barreira mais eficiente contra a radiação e, conseqüentemente, fornecendo maior proteção.

Voltando à questão do protetor em misturinhas…

Acho, que pelo que foi exposto, já deu para ter idéia de porque fazer misturinha com o protetor acaba não sendo uma idéia tão boa. A misturinha mais comum é de base com protetor, neste caso, o mais comum é que as pessoas apliquem pouco da mistura, geralmente apenas o suficiente para cobrir o rosto e uniformizar o tom da pele. Dificilmente vão utilizar os 2 mg/cm² necessários de protetor porque uma camada muito grossa de produtos com cor não costuma ficar com o acabamento legal. Dessa forma, a proteção fica comprometida.

No caso da moça que misturou primer além da base, é mais improvável ainda que ela use a quantidade correta de protetor. Como a intenção dela é simplificar e fazer 3 passos em um só, o mais provável é que ela queira também resolver tudo aplicando a misturinha em uma quantidade menor do que a soma dos 3 produtos em aplicação individual. Supondo que ela use a proporção 1/2 protetor, 1/4 base e 1/4 primer e aplique a misturinha na mesma quantidade que aplicaria de protetor, ela estará usando só a metade do protetor a que estava acostumada.

Ok, tudo isso é suposição pessimista minha, nem todo mundo reduziria a quantidade total de protetor solar aplicado sobre a pele. Porém, mesmo que no final da aplicação da misturinha se consiga respeitar os 2 mg/cm² do protetor solar, não se tem mais o mesmo FPS original do protetor. Isso porque a misturinha reduziu a concentração do protetor solar.

Se você der o tempo de secagem/absorção, ao final, os ingredientes ativos não terão a mesma concentração que teriam se você tivesse aplicado a camada de protetor apenas. Vai ter um monte de ingredientes da base e do primer ocupando o espaço entre esses ativos e a barreira protetora fica comprometida. Assim sendo, não estão sendo respeitadas as condições nas quais se determinou o FPS do protetor e aquele valor da embalagem já não é mais válido.

Maquiagem com proteção solar

Já que o post começou falando sobre a tentativa da moça de fazer seu substituto para BB cream, vamos falar sobre a maquiagem que alega possuir fator de proteção solar. No caso de produtos cosméticos cuja função principal não é proteção solar, o fator de proteção solar é medido da mesma forma. Seja líquido, cremoso ou em pó, aquele FPS da embalagem foi determinado para os 2 mg/cm² de produto.

Como ninguém usa tudo isso de pó ou base por aplicação para não ter um acabamento rebocado e artificial e o FPS desses produtos costuma ser baixo, ao contrário do que alguns maquiadores falam, maquiagem com FPS não substitui protetor solar. É legal esse tipo de produto porque ajuda a complementar a ação do protetor e, na ausência de um produto específico, é melhor do que nada. Usar pó com FPS elevado é um meio bem prático para dar aquele retoque no meio do dia, existem vários produtos específicos para isso.

Tem muita resenha de BB cream onde a a blogueira conta que o produto rende bastante porque com uma camada fina já se consegue ótima cobertura, trata e ainda oferece proteção solar. Que fique bem claro que, do jeito econômico que elas usam, essa última funcionalidade não está realmente sendo desfrutada. Se uma camada mais generosa de BB cream não é uma opção esteticamente viável, é interessante complementar o uso com uma segunda fonte de proteção.

Finalizando a questão desses produtos cuja função principal não é a proteção solar, convém lembrar que, ao contrário dos protetores solares, eles não têm a necessidade de oferecer um mínimo de proteção contra radiação UV-A, a principal responsável pelo envelhecimento precoce. Então, definitivamente, não substituem  um bom protetor solar.

Atualização 16/05/2013:

Para quem quiser se aprofundar no assunto mas tem dificuldades em ler material em inglês, tem uma dissertação de mestrado defendida na USP pelo Sérgio Schalka (especialista em fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)) em 2009 e que trata do assunto deste post: Influência da quantidade aplicada de protetores solares no Fator de Proteção Solar (FPS): Avaliação de dois protetores solares com os mesmos ingredientes em diferentes concentrações.

Tem várias informações interessantes, como a explicação do porquê dos testes serem realizados sempre com base nesses 2 mg/cm² ao invés de uma quantidade menor e mais próxima do que a maioria das pessoas costuma usar (essa é a estimativa para a quantidade de produto necessária para a formação de uma camada uniforme sobre a pele considerando suas microrugosidades). Tem também fotos ilustrando o esse teste para medição do FPS, podendo se ver na pele do voluntário a marca correspondente à dose mínima eritematosa (DME).

Eu gosto mais de ler a dissertação pela riqueza de detalhes, mas um resumo das informações pode ser encontrado neste artigo do mesmo autor da dissertação: Fator de proteção solar: significado e controvérsias.

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Sobre Vanessa

Engenheira química, paulista, 27 anos, apaixonada por cosméticos e maquiagens. Acredita que conhecimento nunca é demais e que as pessoas deveriam ser mais críticas com as informações que recebem.
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23 respostas para Sobre proteção solar, maquiagem com FPS e misturinhas com o protetor

  1. Priscila Lins disse:

    Post muito bom Vanessa! Informativo e didático. Sempre tive dúvida sobre essas misturinhas. De vez em quando faço uma com protetor e base com fps, mas fico pensando na efetividade da proteção solar.

    Ainda não consegui arrumar uma solução para reaplicar o protetor na hora do almoço. Já tentei pó com fps mas sinto que os poros ficas obstruídos, aparecem mais cravos, aí desisti momentaneamente. E passar protetor novamente com resquício de pó matificante por baixo acaba tendo o mesmo efeito em mim =|

    Bjos =*

  2. Vanessa disse:

    Oi Priscila! Eu já fiz muito essa misturinha de base com protetor, ainda tenho vontade de fazer de vez em quando porque realmente é prático e dá uma cobertura leve pro dia-a-dia, mas aí a dúvida da proteção bate e eu me seguro.
    Ao invés de retocar com maquiagem em pó com FPS, talvez você se dê melhor com protetor solar em pó(sem função de maquiagem), mas só tem importado. Nos blogs East to West Skincare e Salada Médica tem umas opções nessa categoria, talvez você se adapte melhor.
    Beijos!

  3. Mah disse:

    Nunca me incomodei com o tipo de algodão que eu uso, meu critério foi sempre o mais barato. Depois de ler o seu post fui procurar no mercado esse duo face e fiquei impressionada pelos mais de 5 reais cobrados no saquinho contra o 2 e pouquinho cobrado pelo que normalmente eu compro, o Apollo, a marca era york e se não me engano era com 30 quadradinhos. Eu uso esses disquinhos para o rosto mais por que alguns algodões convencionais costumam ter um negócio áspero e qualquer pontinho para o rosto já me incomoda. Como eu sei que eu eu me acostumo rápido com coisa mais sofisticada acho que não vou me arriscar no mais caro.

  4. Mah disse:

    Eu nunca fui muito preocupada com protetor solar, mas depois que eu vi que era necessário estou tentando fazer direito.
    Eu sou bem cética em relação a esses produtos que são X em 1. Sempre acho que as funções ficam comprometidas e não servem direito para nenhuma das coisas.
    Sobre os BB Cream eu já usei oriental e ocidental e realmente não acho que eles substituem tudo, tanto que hoje eu passo protetor, primer e depois BB Cream, o ultimo até ajuda para cobrir imperfeições, acredito que protegem um pouco e dá uma disfarçada nos poros, mas não faz direito nenhuma das coisas.
    Acho que em relação ao FPS tudo tem que levar em conta, até o tempo que a pessoa vai se expor ao sol. No meu caso é só na hora de ir para o trabalho e no caminho para o almoço, então se a pessoa vai andar 10 minutos embaixo do sol, a base com protetor dá conta do recado, se vai passar o dia na praia o fator 50 aplicado na medida certa.

  5. Vanessa disse:

    Oi Mah, por isso que é bom saber o fabricante. Assim como tem essa versão de 5 reais, tem versões de 50 discos por ~R$3,60 (Panvel) ou até mais barato. Eu não vi, mas minha amiga diz que a irmã dela comprou o da marca Dia produzido pela Flexicotton por menos de 3 reais.
    Às vezes a gente não precisa de coisa mais sofisticada. Eu comprei uma caixa de algodão japonês Stella achando que ia amar por ser muito diferente dos algodão que eu já conhecia (algodões asiáticos são diferentes, parecem uma almofadinha) e no final nem me empolguei a comprar de novo.

  6. Vanessa disse:

    Oi Mah,

    Não exijo muito de BB cream porque não tenho grandes expectativas de que vai fazer tudo tão bem, o atrativo dele é mais a praticidade mesmo. Seria algo como: você quer uma pele impecável usando camadas de produtos separadamente ou um produto só que dê um resultado razoável? (Apesar de que há uns novos e carinhos BB creams asiáticos que parecem fazer o tal milagre esperado, mas eu não tenho disposição de gastar o $$$ exigido)

    Meu problema com o BB cream é que o FPS costuma ser baixo e não protege tanto quanto um protetor pela quantidade que se usa, mas acho que dá conta do recado para situações rápidas quanto à proteção. Tenho dó de gastar meu protetor japonês FPS50+++ só para ir até a padaria ou mercadinho e passar o resto do dia em ambiente interno. Mas se tiver que pegar 10 minutos no sol do meio-dia, aí eu aposto no FPS alto mesmo.

    Realmente, depende de tudo: da pele da pessoa, do nível de radiação do dia/horário, do tipo de trabalho, cada um sabe do que precisa. Para uma pessoa com melasma, todo cuidado é pouco.

    Base com protetor solar sozinha, mesmo para intervalos pequenos, eu não confio. Acho tão baixa a quantidade de proteção oferecida que para mim é quase o mesmo que sair sem.

  7. Oi Vanessa!!!
    Como sempre ótimo post!! De fato a maquiagem com protetor NAO substitui o protetor solar tradicional. Sempre me arrepio quando vejo certas blogueiras dizendo que tal protetor rende “muito”….pois uma gotinha é suficiente para cobrir o rosto todo!!! Quando falamos de FPS a quantidade que vc colocou no post deve ser obedecida.
    Beijo
    Andrea

  8. Priscila Lins disse:

    Obrigada pela sugestão Vanessa! Vou dar uma olhada nos sites. Bjos =*

  9. Dani disse:

    Post maravilhoso e super esclarecedor!
    Vanessa, seria interessante você mostrar a quantidade em foto. O que acha?? *-*

    Eu misturava na mão mesmo o protetor com a base, mas como você falou, não fica uma coisa garantida. Voltei à velha rotina de hidratante/ protetor/base, esperando secar entre uma camada de produto e outra. Como levanto bem cedo (5h) tenho tempo de esperar 10 minutos entre cada produto aplicado.
    O que não tenho costume é de ficar reaplicando protetor depois da maquiagem já feita. 😦
    Qual é a quantidade de protetor para braços e pernas?

    beijão!!!

  10. Vanessa disse:

    Oi Andrea!
    Além de me arrepiar também, desconfio muito de resenhas de protetor solar dessas meninas que dizem que o protetor rende. Às vezes elas falam que o protetor fica sequinho, você compra, usa na quantidade certa e fica aquele toque oleoso.
    Beijos!

  11. Vanessa disse:

    Oi Dani!
    A Andrea (essa moça que comentou aí em cima) fez foto da quantidade de protetor solar correta, você pode ver aqui: http://toqueessencial.blogspot.com.br/2012/12/protetor-solar-quantidade-certa.html

    Para braços e pernas não tenho certeza, a informação que eu já li varia:
    Braços: de 1/2 colher de chá a 1 colher de chá
    Pernas: de 1 colher de chá a 1 colher de sobremesa.

    A questão é que a área da face varia pouco de indivíduo para indivíduo, enquanto a dos braços e pernas varia bastante.
    Na incerteza eu não faço medida nenhuma, só passo duas camadas generosas, como a recomendação do artigo japonês.

  12. Dani disse:

    Então, hoje pela manhã peguei uma colher de chá e coloquei o protetor. OLHA, deu protetor p/ caramba! É MUUUUITO mais do que costumo passar (mesmo passando bem generosamente). Seria +/- 3 camadas bem grossas de protetor. :O
    Fiquei espantada c/ a quantidade de produto! E outra, mesmo sendo protetor japonês, fiquei bem esbranquiçada (salve o bronzer!) e c/ a pele levemente brilhante (nada exagerado).
    Mas realmente é bem mais do que estou acostumada.

    Super importante esse post!

  13. Vanessa disse:

    Oi Dani!
    Para economizar no protetor japonês (costuma vir tão pouco né?), eu costumo passar só a colher de café no rosto, no pescoço eu passo um protetor diferente já que não tem o problema de oleosidade com o passar do tempo. A diferença de tonalidade rosto pescoço eu corrijo com o bronzer ou base mais escura, resolve o problema.

  14. crica disse:

    Oi Vanessa, estou encantada com o seu blog e com a qualidade de informações, parabéns pelo trabalho e grande contribuição. Tenho uma dúvida: o fator de proteção do filtro solar pode diminuir conforme a maquiagem que eu aplico por cima? (eu costumo esperar a pele absorver para depois colocar coisa em cima). Grata!

  15. Vanessa disse:

    Oi Crica! Se você faz desse jeito mencionado por você, tudo bem. A maquiagem só seria problema se fosse aplicada de modo a retirar o protetor aplicado anteriormente. Por exemplo: esfregando bastante o pincel (por exemplo, na hora de polir a maquiagem mineral) quando o protetor ainda não foi absorvido ou usando esponja e esta absorvendo parte do protetor.

  16. Sofia C. disse:

    Riqueza no conteúdo, explicação muito bem feita & excelente para os “leigos”! Parabéns! Poucas vezes li textos com propósito mais técnico & explicativo tão bem escritos quanto o seu!

    Adorei seu blog, irei voltar sempre! Afinal, conhecimento nunca é demais 😉

  17. Vanessa disse:

    Oi Sofia, obrigada! 🙂
    Seja bem vinda!
    Beijos!

  18. silvia disse:

    Oi, acabei de conhecer o blog!

    Algumas dermatos já me falaram que tenho que usar protetor com cor para evitar as machas que são causadas pela luz visivei, como não achei nenhum que gostasse uso : protetor sem cor + primer + bb cream por cima, qual sua opinião sobre esse tema?

    Me recomendaram reaplicar protetor de 2 em duas horas, mas trabalho em local fechado e não tenho tempo para isso, aplico só 2 vezes, quando saio de casa pela manha e quando vou para casa as 3 da tarde, será que é pouco?

  19. Vanessa disse:

    Oi Silvia,

    eu acho que tanto faz protetor com cor ou protetor + produto com cor (base ou BB cream), ambos proporcionam a barreira contra a luz visível. A única vantagem do protetor com cor seria com a praticidade, creio eu. Eu uso protetor + base/bb cream porque os protetores que eu gosto não têm cor.

    Se você trabalha em lugar fechado eu acho desnecessário reaplicar o protetor de duas em duas horas, antes de sair de casa ou antes do almoço acho que é suficiente. A Meire do blog Salada Médica (tem link na lista de blogs) possui melasma e por isso precisa de fotoproteção intensa para mantê-lo sob controle, ela faz o retoque somente antes de sair do trabalho e é suficiente para ela.

    Beijos

  20. Julie disse:

    Ola Vanessa, cai no seu blog procurando informacoes sobre castor oil, e gostei muito do seu post.

    Acabei de ler o seu post sobre protetor solar. Acho muito legal que voce tenha explicado de maneira tao didatica sobre as diferencas.

    Eu so queria salientar, que recentemente li o livro do Dr. Michael Honick sobre a importancia da vitamina D, e de como a obsessao com protetor solar esta' contribuindo muito para um aumento no numero de doencas cronicas.

    Ele alega que isso acontece porque o uso continuo de protetor solar causa deficiencia de vitamina D, e pelos ingredientes quimicos que contem, que sao absorvidos atraves da nossa pele (o maior orgao do nosso corpo) e sao levados para a corrente sanguinea.

    Uma questao interessante que o livro esclarece e' que o unico cancer de pele que e' capaz de causar morte – o melanoma – tem maior incidencia em pessoas que tem justamente deficiencia de vitamina D (alias associa-se a deficiencia de vitamina D com varios tipos de cancer), ou seja, aquelas que ficam pouco no sol ou utilizam sempre protetor solar.

    Enquanto que as pessoas que tomam sol sem protecao, quando desenvolvem cancer de pele, desenvolvem casos muito menos serios, aqueles que podem ser eliminados facilmente com uma simples cirurgia, e nunca levam a morte.

    Ele explica que o sol, sem duvida, causa envelhecimento da pele, e portanto convem utilizar no rosto para quem quer evitar o envelhecimento. Mas que as pessoas deveriam sempre tomar sol em partes do corpo, como bracos e pernas, por um periodo de tempo, todos os dias, sem protecao solar, para manter niveis otimos de vitamina D.

    Enfim, escrevo porque acho essa informacao importante para as pessoas que lerem este post.

    O seu blog e' excelente, parabens!
    Julie

  21. Cas disse:

    oi querida, sou bem branquinha e moro no Rio de Janeiro. Me acostumei a misturar o protetor solar fatos 60 na mesma embalagem que o meu hidratante corporal de uso diário. Misturo os dois e passo todos os dias. De acordo com o que você diz, eu estaria desperdiçando o protetor solar? Eu uso o Sun Fresh da Neutrogena, que vem em quantidade generosa, com um cheirinho e textura que me agradam. Parabéns pelo blog!!!!

  22. Ah, meu mundo caiu… Eu sempre uso 1 colher de café de protetor para o rosto e tranquila achando que estava protegidíssima, adiciono sempre uma gotinha de base para facilitar. Mesmo 1 gotinha?? Mas como vc diz, pode ser que interfira na “decantação”.

    Como fazer então para aplicar a base depois, bem pouquinho.

    Será que funcionaria se só a segunda camada de protetor com base depois de uns 15, 20 minutos?

  23. O hidratante facial com FPS também deve apresentar uma quantidade inferior de proteção, então o ideal seria aplicar o protetor mesmo e por cima dele o hidratante, base e o pó com FPS?
    Eu uso o pó mineral com FPS 50 da Dermage. Sabe informar se ele é bom?
    Parabéns pelos seus posts, Vanessa!

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