Serum Corporal Lolita Emporio Body Store

Esse post vai ser um pouco diferente das resenhas normais porque eu não cheguei a comprar o produto, apenas testei na loja, porém, como achei interessante, considerei que valia uma nota aqui no blog.

O produto é este (foto retirada da loja virtual):

Serum Corporal Lolita Emporio Body Store

Segundo o fabricante:

“O Serum Corporal Lolita possui um concentrado de silicones nobres que formam um filme protetor, evitando a desidratação da pele, mantendo-a perfumada com a delicada fragrância da linha Lolita. Sua formulação ideal para o corpo, facilita a aplicação e espalhabilidade do produto, proporcionando toque aveludado incrível para todo o corpo. Contém 150g”

Ingredientes e modo de uso:

Composição: Sodium Polyacrilate (and) Dimethicone (and) Ciclopentasiloxane (and) Trideceth-6 (and) PEG/PPG-18/18 (and) Dimethicone, Cyclomethicone (and) Dimethicone Crosspolymer, Glycerin, Phenoxyethanol (and) Methylparaben (and) Ethylparaben (and) Butylparaben (and) Propylparaben (and) Isobutylparaben, Rubus Idaeus (Raspberry) Fruit Extract (and) Rubus Fruticosus (Blackberry) Fruit Extract, CI 26100, C13-C15 Alkane, Aqua, Parfum (Anise Alcohol). MODO DE USAR: Aplique o Serum corporal Lolita em todo o corpo, exceto no rosto, espalhando com movimentos circulares, até sua total absorção.

O produto tem a aparência de um gel siliconado rosado, me lembrou bastante aqueles primers faciais transparentes. É perfumado como consta na descrição, sendo a fragrância doce mas não chegando a ser enjoativa para meus padrões (eu tenho certo horror a cheiros muito doces e com aquela baunilha hiper ressaltada).

A vendedora me deu mais ou menos uma pérola grande de produto testar, deu para passar nas duas mãos, achei muito e passei o excesso nas mãos do meu namorado. O produto é do tipo que espalha fácil e rende bem. As mãos ficaram com uma aparência bem lisinha e bonita, igual acontece com esses primers siliconados, porém, esse produto é bem mais denso. Inicialmente eu não dei tanta atenção ao produto, mas depois passei a achá-lo interessante. Depois que ele é absorvido forma uma película não grudenta e pesada, o toque é seco e sedoso. Eu gosto muito desse sensorial proporcionado por produtos siliconados, mas a sensação na palma da mão estava incomodando um pouco por causa do excesso de produto. Se eu mesma tivesse pego o produto do pote, teria passado uma quantidade de produto bem menor, deu para sentir que o produto espalha fácil e parece render bem.

Segundo a vendedora, a película formada pelo produto era bem resistente e se eu lavasse as mãos elas ainda permaneceriam hidratadas. Fiz o teste e achei digna a afirmação, saiu aquela sensação desagradável de produto em excesso na palma da mão mas o produto ainda podia ser sentido sobre a pele, gostei disso.

Devido às características do produto, seria algo que eu destinaria para áreas que necessitem de hidratação intensiva, como mãos, joelhos e cotovelos, devendo também ser bem bacana para regiões que sofrem de dermatite atópica. Aliás, na hora em que a vendedora me ofereceu o produto para testar me disse que era para essas finalidades e eu achei que realmente era um produto específico para áreas mais secas dado o tamanho da embalagem, só depois que eu fui ver que o nome do produto era genérico para o corpo todo.

O potinho (150 g) é bem pequeno considerando-se o padrão para produtos corporais, de modo que acabaria rapidinho se fosse utilizado no corpo todo. Porém, restringindo-se o uso para áreas localizadas, a duração acabaria sendo mais razoável.

Sim, não mencionei o preço ainda. Como silicone costuma ser um ingrediente caro e o produto é rico em silicones, como era de se esperar, o preço é um tanto quanto salgado, custa R$129,90 (R$0,86/g de produto). Não é para todos os bolsos, passaá-lo no corpo inteiro como um hidratante normal é um luxo,  mas creio que quem se dispuser a comprá-lo vai curtir bastante a aquisição.

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Batiste Shampoo Seco Castanho

Eu acredito que todo mundo saiba de que se tratam os xampus a seco, mas caso alguém ainda não conheça, farei uma breve introdução.

Xampus tradicionais agem pela ação de surfactantes, devem ser aplicados no cabelo molhado e enxaguados para eliminação do produto e da sujeira. Com exceção do nome, os xampus a seco não têm praticamente nada em comum com os xampus tradicionais. Esta categoria de produto consiste na aplicação no cabelo seco de um pó com a propriedade de absorver oleosidade. Geralmente a aplicação é em spray, você aplica, massageia para espalhar melhor e deixar o produto agir e depois escova bem o cabelo para remover os resíduos. O que ele faz não é exatamente limpar o cabelo, mas absorver a oleosidade, principal responsável pelo aspecto sujo do cabelo. Assim sendo, não substitui a lavagem com xampu tradicional.

Por que usar este tipo de produto? A razão mais óbvia que eu imaginei é para situações pontuais em que você precisa sair, o cabelo está com oleosidade aparente mas não dá tempo de lavar o cabelo, situação comum a pessoas como eu, que possuem o cabelo oleoso e que precisam lavá-lo praticamente todo dia (mas nem sempre é possível). Também serve para aumentar o espaçamento entre lavagens, o que seria útil para:

  • quem tem algum tipo de química no cabelo cuja duração seja determinada pelo número de lavagens;
  • situações em que está um frio desgraçado e você está sem um pingo de coragem de lavar os cabelos;
  • pessoas acamadas com dificuldades para lavar o cabelo com a frequência necessária.

Vou confessar que faz muito tempo que eu queria experimentar um xampu a seco, mas algumas razões me fizeram adiar essa compra. Uma delas é que, por muito tempo, as opções do mercado eram escassas. Dentre as opções disponíveis inicialmente no mercado nacional, a mais elogiada era da Klorane mas eu não tinha coragem de gastar 40-50 reais em um produto que eu via como não essencial e corria o risco de não gostar tanto. Com o tempo foram surgindo outras opções mais baratas, mas as opiniões ainda variavam bastante e eu fiquei meio na dúvida se valia a pena o investimento.

Além disso, meu cabelo é escuro e muitas dessas resenhas comentavam que cabelos claros se dariam melhor com esse tipo de produto do que os escuros pois, como o produto consiste em um pó branco absorvente, mesmo escovando, talvez ficasse resíduo visível após a aplicação. Apesar de encontrar relatos de pessoas de cabelos escuros e que se deram bem com este tipo de produto, a dúvida persistia. Assim sendo, várias vezes me deparei com esse tipo de produto nas prateleiras das lojas de cosméticos, dava uma flertada com eles mas não os levava para casa.

Ao surgir a notícia de que a marca Batiste ia trazer seus produtos para o Brasil com preços razoáveis  e que essa marca era considerada por muitos como o melhor xampu seco, voltei a cogitar a compra. Quando descobri que tinha uma versão específica para cabelos castanhos, me empolguei saí em busca dele.

A carinha dele é esta aqui:

Batiste Shampoo Seco Castanho

Paguei R$20,90 pela embalagem com 200 mL (120 g) na Ikesaki, em São Paulo. Essa parte descolada na foto é porque a loja meteu um fita adesiva na tampa para evitar o uso por parte de clientes sem-noção e não foi possível retirá-la sem danificar o rótulo.

Informações da embalagem:

Informações presentes na embalagem.

“Ingredientes: Butane, Isobutane, Propane, Oryza Sativa Starch, Alcohol, Parfurm, d-Limonene, Linalool, Distearyldimonium Chloride, Cetrimonium Chloride, CI 77491, CI 77499. CI 77492”

A lista de ingredientes é bem simples como podem constatar, o ingrediente ativo é o amido de arroz. Achei a fragrância agradável e suave e deu para senti-la só no momento da aplicação vulgo, não dura muito e não briga com outros perfumes.

Como o produto tem cor, na primeira vez fiquei com medo de manchar a roupa durante a aplicação, mas nunca deu nenhum problema. Quando usei uma escova com cerdas claras elas ficaram sujas, mas não foi difícil de limpar. Abaixo dá para ver a pigmentação do produto, é um marrom acinzentado e claro.

1- Produto logo após aplicação concentrada.
2 – Produto secando, a parte mais escura ainda possui umidade.
3 – Produto já seco após aplicação em um fundo branco (folha de papel).

Na aplicação concentrada ele tem essa cor mais escura porque sai com umidade, mas depois de seco ele clareia bastante. Quando se aplica a 30 cm, como indicado na embalagem, o produto se dispersa mais e a secagem é bem rápida. No meu caso, em que o cabelo é castanho escuro, o contraste às vezes fazia com que o cabelo ficasse meio esbranquiçado, mas era só massagear que o produto logo sumia. Achando estranho essa tonalidade meio clara, fui pesquisar e descobri que lá fora tem uma versão mais escura que essa Castanho e que não foi trazida para o Brasil. Uma comparação entre a versão Castanho (Medium and Brunette hair) e a mais escura (Dark and Deep Brown hair) pode ser encontrada aqui.

Confesso que tive um pouco de dificuldade inicialmente porque, como ele se camufla com a cor do cabelo, não dava para ver onde o produto havia sido aplicado e quanto havia realmente atingido o cabelo (aliás, acho melhor aplicar na frente do espelho para direcionar melhor o jato). Como não sabia também quanto de produto era necessário, nas primeiras aplicações acho que gastei mais do que o necessário, depois peguei o jeito. Faço a aplicação em pequenos jatos, massageio, escovo e, em caso de necessidade, reaplico mais.

No começo parece que não vai dar tão certo, mas conforme você massageia e espalha o produto dá para sentir o efeito do produto, aquela sensação de oleosidade realmente some. Mesmo escovando bastante, dá para sentir que parte do produto adere ao cabelo e ele fica meio duro, o que proporciona discreto volume ao cabelo. Como proprietária de cabelos lisos escorridos, um voluminho é bem vindo. Pelo que vi na internet, há quem use este produto como finalizador. O próprio site da Batiste indica penteados para fazer com uso do produto, mas não cheguei a testar.

Por causa do resíduo, não acho que fique com sensação refrescante e de cabelo limpo mencionada na embalagem. Com relação ao o cabelo brilhante, às vezes achei que o brilho se manteve, em outras, achei que deixou meio opaco, não consegui chegar exatamente a alguma conclusão. De qualquer forma, melhora muito o aspecto geral do cabelo, não fica mais aquele cabelo grudado e o brilho oleoso que denuncia a oleosidade.

Toda vez que eu mexia no cabelo após o uso do produto dava para perceber que tinha coisa lá, é como se o cabelo estivesse sujo apesar de não aparentar. É como eu disse no início do post, ajuda em situações emergenciais e a espaçar lavagens, mas de maneira alguma substitui a lavagem com xampu comum.

Abaixo, fotos que eu tirei antes e depois da aplicação do produto em meus cabelos, acho que dá para ver bem a diferença. Elimina o brilho causado pela oleosidade e deixa os fios mais soltos. Fiz várias fotos sob as mesmas condições de iluminação e em nenhuma o cabelo saiu tão escuro quanto na foto do antes. Fiquei cogitando se isso aconteceria se eu utilizasse aquela versão para cabelos escuros que não veio para cá, mas ao vivo não deu para reparar nada de muito diferente ou estranho.

Cabelo com raízes oleosas.

Cabelo após o uso do shampoo Batiste Toque de Castanho

No caso do meu cabelo, que sofre bastante com a oleosidade, algumas vezes senti a necessidade de retoque durante o dia. Talvez eu devesse ter aplicado mais produto, não sei. Porém, se aplico muito produto, não há escovação que faça o cabelo ficar “leve”, não curto muito a sensação. Devido a essas situações, achei que seria prático se houvesse uma versão menor para carregar na bolsa. Sei que a Batiste comercializa seu xampu a seco em embalagens menores que a de 200 mL mas, infelizmente, essa versão Castanho não foi contemplada neste tamanho aqui no Brasil.

Ainda não cheguei a acabar com a embalagem, então não tenho idéia de quantas aplicações ele permite. Porém, por experiência, sei que produtos em spray não costumam durar muito, então é provável que eu mantenha sempre um em estoque para não correr o risco de ficar sem.

Já vi gente dizendo que comprou um xampu seco e ele não durou quase nada, só deu para usar umas 4 vezes. Na resenha, a pessoa justificava dizendo que era porque tinha cabelo comprido. Francamente? Esse tipo de produto é um paliativo para quando a raiz está oleosa e não dá tempo de lavar ou você deseja adiar a lavagem, não é para aplicar no comprimento achando que vai substituir uma lavagem normal. Se há essa necessidade, você já adiou tempo demais a lavagem. Creio que a duração tem que ser mais ou menos a mesma independente do comprimento.

Na internet, há várias receitas caseiras de xampu a seco usando farinha de trigo, bicarbonato de sódio, fermento, talco e até aquele amido de milho de cozinha. Para dar cor, sugeriam misturar um pouco de cacau em pó. Olha, francamente? Haja coragem para ficar jogando cacau e essas outras coisas de receita de bolo na cabeça. Aliás, como cacau em pó é raro de ser encontrado, não consigo deixar de imaginar uma pessoa usando chocolate em pó no lugar do cacau, deitando-se no sofá e tendo a cabeça atacada por formigas (confesso, eu tenho paranóia com formigas).

É provável que eles absorvam a oleosidade, mas, como as chances de sobredosagem seriam elevadas e haveria também maior dificuldade de remoção do excesso, não proporcionariam o mesmo resultado que esses produtos industrializados. Mesmo que o ingrediente ativo em si seja o mesmo (amido de arroz, por exemplo), os xampus a seco do mercado são em spray e por isso o pó é finíssimo em comparação a esses ingredientes caseiros, o que proporciona um resultado muito melhor em termos estéticos e funcionais.

Para quem tem acesso a este tipo de produto industrializado, não vejo desculpa para usar essas receitas caseiras. Pouco mais de 20 reais por um spray deste tamanho e com essa eficiência, em minha opinião, é uma relação de custo x benefício muito boa.

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Protetor para os Pés Nexcare e comparação com o Transpore

Quando eu fiz o post mais visitado deste blog, o Sobre as gambiarras para o sapato não machucar o pé, eu comentei que adorava o esparadrapo transparente (Transpore Nexcare) e comentei que a mesma fabricante deste, a 3M, havia lançado um produto específico para os pés o qual, apesar de eu não o ter testado pessoalmente, baseando-me em imagens e resenhas alheias, eu acreditava ser o mesmo esparadrapo transparente em uma roupagem diferente, voltada para quem ainda não conhecia sua utilidade como protetor de pés.

Recentemente, a marca lançou uma campanha de distribuição de amostras grástis (já encerrada) e eu consegui me inscrever a tempo. Recebi então o produto das fotos abaixo:

Fita protetora para pés nexcare

Embalagem frente e verso

O produto em si

Informações presentes na embalagem:

“Aplicação: Cortar a fita no tamanho desejado e aplicar sobre a pele limpa e seca na região do pé que deseja proteger. Trocar a fita após o banho ou se estiver suja.

Advertência: Não use tintura de benjoin, álcool, éter, benzina e outros solventes para remoção da fita e/ou do adesivo da pele. Se necessário, use vaselina. Se ocorrer irritação na pele, descontinue o uso.

Precauções: Não utilize a fita adesiva diretamente sobre bolhas, cortes, machucados, rachaduras e outras lesões. A fita não deve ser aplicada sob tensão, podendo causar bolhas ou alterações na pele.

Composição: Polietileno micro-perfurado com adesivo acrílico hipoalergênico.

Atenção: A embalagem desse produto contém látex de borracha natural que pode causar reações alérgicas.”

O produto é basicamente uma fita adesiva transparente que deve ser colocada nos locais de maior atrito entre o pé e o calçado. Por formar uma barreira protetora, previne eficientemente a formação de ferimentos e bolhas nos pés devido ao atrito. Ele é bem resistente a rasgos (ao contrário do Micropore, que muita gente costuma usar para proteger o pé) e também possui boa aderência, o que dificulta que descole durante o uso.

Como qualquer coisa aderente, o ideal é que a superfície de aplicação esteja seca e bem limpa. Assim sendo, se você colocar a fita nos pés limpos antes de sair de casa, as chances do produto não descolar durante o uso são maiores do que se você resolver colocá-la só no meio de sua caminhada, quando nem sempre há a possibilidade de devida higienização.

Não é apenas no quesito durabilidade que a aplicação na pele limpa é importante, esse cuidado assegura também mais discrição no uso porque fica meio esbranquiçado onde a fita não estiver bem aderida, o que acaba denunciando o uso. A imagem abaixo exemplifica bem isso, na aplicação na pele limpa (direita) o protetor fica mais discreto.

Esquerda: sem limpeza da pele.
Direita: com limpeza prévia da pele.

Geralmente sobram resíduos de cola na hora da remoção, estes são chatos de remover se não utilizar os meios corretos. O fabricante indica vaselina para removê-los.

Ele possui microperfurações que, além de permitir à pele respirar, tornam fácil o corte manual tanto transversal quanto longitudinal, dispensando assim a necessidade de tesoura e possibilitando a personalização de suas dimensões. A foto abaixo exemplifica o corte nos dois sentidos.

Textura microperfurada permite corte vertical e horizontal.

O fabricante não recomenda que seja utilizado em lugares em que a pele já esteja machucada, o que é compreensível, pois, devido à aderência, a hora da retirada pode ser dolorosa e remover pele ou casquinha da ferida. Para ser sincera, eu não sigo essa recomendação à risca. Se tiver algum ferimento no calcanhar eu coloco a fita sem dó em cima dele porque o adesivo forma uma bela proteção e é muito eficiente em amenizar a dor e desconforto que seriam gerados pelo atrito sobre a ferida. A cola dele é forte mas sempre deu para tirá-lo tranquilamente, sem sofrimento. Como o resíduo de cola que costuma ficar na pele é  localizado sempre na borda, não preciso esfregar sobre o ferimento para removê-lo.

Caso você não seja como eu, o fabricante indica um outro produto dele para os casos em que o pé já está machucado, os Curativos para os pés Nexcare. Me parece um band-aid grande e com formato adaptado para os pés. Deve ser melhor do que band-aid normal por possuir maior espaço entre a almofadinha e a borda do adesivo, o que dificultaria o descolamento fácil assim como ocorre com o modelo tradicional. Se alguém já tiver testado, dê seu parecer nos comentários.

Comparação com o Transpore

Ele é realmente igual ao Transpore (versão 25 mm)? Eu particularmente não consegui encontrar diferenças.

Transpore e Fita adesiva protetora para pés Nexcare

Transpore e Protetor para pés, ambos  da Nexcare, 3M.

O material com que é feito é o mesmo, polietileno micro-perfurado com adesivo acrílico hipoalergênico, assim como as advertências presentes na embalagem.

Transpore composição advertência

Informações da embalagem do Transpore.

Abaixo, uma foto deles lado a lado no braço. Deixei uma noite e na hora de tirar reagiram de modo idêntico, deixando aquele restinho de cola na borda.

Transpore vs Fita adesiva protetora para pés Nexcare

Comparação entre os Transpore e o Protetor pra pés

Tive um pouco de dúvidas com relação à espessura porque, a olho nu, parecia haver alguma diferença entre os pedaços  que eu estava usando para comparar, mas acredito que possa ter sido pelas características do material, plástico e propenso a deformação durante a manipulação. Fazendo uma análise no micrômetro, realizando o corte com tesoura para evitar essa deformação por tensão, ambos apresentaram a mesma espessura, aproximadamente 0,18 mm.

Se a intenção for carregar na bolsa, creio que o Protetor para pés seja mais prático. Aliás, é bem provável que a apresentação diferente em relação ao esparadrapo tenha em vista esse objetivo. Como seu comprimento é menor e seu volume diminui com o uso, acaba ocupando menos espaço na bolsa do que o Transpore, o qual, devido ao carretel maior e com tampa, vai ocupar sempre o mesmo volume na bolsa.

Em vários dos blogs que já fizeram resenha deste produto eu li nos comentários pessoas lamentando não encontrar o protetor para comprar, outras dizendo que faziam estoque quando o encontravam (em caso de dúvida, o site do produto indica pontos de venda). Me lembrou a questão dos discos de algodão da Panvel, um monte de gente fica procurando algo específico sem nem saber que pode ter perto dela uma versão igual que praticamente só muda de embalagem e nome.

Enfim, agora que você já está ciente de que é praticamente a mesma coisa, já sabe: se não encontrar um, tem a opção de procurar pelo que estiver mais acessível. E se tiver opções, pode até optar pelo mais barato.O Transpore versão 25 mm de largura vem em duas versões, uma com 4,5 m e outra com 0,9 m. O Protetor para Pés vem com 3 m de produto. Usando os preços da farmácia Panvel como referência e calculando o preço por metro de produto, temos:

Transpore:

* versão 25mm x 4,5 m: custa R$9,45, equivalente a R$2,10/m

* versão 25 mmx 0,9 m: custa R$3,77, equivalente R$4,18/m

Protetor para pés:

* mede 25 mm x 3m: custa R$7,32, equivalente a R$2,44/m

Realizei os cálculos para 3 farmácias virtuais diferentes e o resultado foi semelhante a todas. Comparando o preço por metro de produto, o Transpore versão curta (90 cm) é sempre bem mais caro que os outros dois, então seria mais para emergência. O Transpore de 4,5 m e o Protetor para os pés têm preços mais parecidos, sendo que o protetor é sempre um pouquinho mais caro.

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